Dentre as novas tecnologias apresentadas durante a Rio+20, uma que ganhou destaque, ganhando inclusive o apoio de organizações como a WWF Brasil, é o desenvolvimento de um biocombustível para o setor de aviação. O processo industrial desenvolvido pela Amyris resulta num combustível que pode reduzir em até 82% as emissões de gases dos vôos domésticos.
De acordo com dados da WWF, a aviação comercial é responsável por 2% das emissões globais de gases que aumentam o efeito estufa e estão aquecendo o planeta. Só os aeroportos do estado de São Paulo consumiram 2,8 bilhões de litros de querosene no ano passado.
O projeto tem o apoio de empresas como a GE, Ícone, Boeing, Embraer e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A cana, matéria-prima do combustível, está sendo plantada no interior de São Paulo. Essa tecnologia, inclusive, é a primeira das alternativas para o querosene entre as apresentadas que deriva da cana.
No dia seguinte a apresentação do projeto, aconteceu o primeiro voo de demonstração com o novo combustível, partindo de Campinas rumo ao Rio de Janeiro, pela Azul Linhas Aéreas. Importante destacar que o processo transforma a cana-de-açúcar em um composto com características semelhantes as do querosene. Isso é necessário para evitar a mudança das turbinas em uso, algo que seria extremamente caro. Esses motores têm vida útil de até 60 anos.
O novo combustível ainda não está disponível em escala comercial, mas o Terceiro Setor acredita que esta produção ocorrerá em maior escala em breve já que o país tem um grande potencial na plantação da cana-de-açúcar.
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